quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Mina Dágua

Uma chuva escondida lá no miolo do cerrado subiu do fundo da terra e virou mina. Fui lá prá ver brotar e um canto negro passou por mim feito perfume de laranjeira.

Uma abraço atado derramando minha admiração no peito de todos vocês do Mina Dágua!

Mas e vocês meninas ousando desafinar o coro dos contentes? Essa insistência pueril dos poetas de navegar na contra mão... A mina dos versos. És um imenso poeta amigo Kleuber. Escreves como um náufrago numa solidão voluntária por cajueiros e goiabeiras de um cerrado imaginário. Versos de quem sabe o trabalho árduo e eremita de subsumir as impressões da alma na métrica misteriosa da poesia. Uma força aglutinadora que arregimentou uma seleção olímpica de músicos: Daniela Rodrigues (canto), Diego Lobo (viola e percussão), meu grande amigo Ricardo Roqueto (percussão), Adriana Monteiro (flauta e percussão) e você Kleuber Garcez (violão e vocal). Mas como não traduzir o lamento de adeus em acenos de vá com Deus? É o que faremos dia 13 no Goiânia Ouro. Há que se amarrar se a flauta é andarilha ou se o canto saiu pela janela? Lá fora o sol estará sempre a clarear as flores que se abrem para ele. Aqui dentro espero que os sonhos continuem sendo vendidos por muitos anos.

A você, anônimo leitor e ouvinte voraz, PAGUE QUANDO PUDER.

E prá não dizer que não falei de flores beba essas três belíssimas canções que já te chegam quase póstumas. Dessa inesquecível formação que se desfaz. VEM VÊ, MINA DÁGUA BROTOU!

Vendedor de Sonhos

Fio da Meada

Mais Um

Um comentário:

Vânia Medeiros disse...

excelente blog, pessoal!
parabéns.
estarei sempre por aqui.
abraço